Profissão de futuro: Apertador de Mãos.
Reparem. Há pelo menos um em cada cerimónia oficial; vejam na televisão. Notem bem: os políticos (e outras figuras de destaque) quando vêm de carro, mal lhes abrem a porta, saem logo de braço estendido para apertar a mão a alguém. Quando o anfitrião não pode lá estar, entra em cena o Apertador de Mãos. É concerteza um trabalho gratificante e bem pago, muito embora as actividades sejam de curta duração.
Ainda há quem diga que é só um jogo.
Não é só um jogo. É o jogo. É a vida. É o Fado.
E a alegria de ontem à noite prova o como estamos necessitados. O mal não é agarrarmo-nos a estes pequenos momentos. Pelo contrário só faz bem e vale a pena agradecer a quem os oferece.

Certo. Todos temos uma bandeira à porta de casa. E isso é mau? Não acho. Pelo contrário. E os motivos?
Os Portugueses geralmente não se juntam em movimentações maciças. É raro. Lembro-me de poucas, no meu tempo de vida. Em algumas mortes, aquando de Timor. E mais? Não sei.
Agora é pelo futebol. Não é que seja necessariamente mau, mas é estranho que pareça que a nacionalidade só está em causa em campeonatos da Europa e do mundo. O pior é que se alguém dissesse para se hastear todos os dias a bandeira nas escolas, ou pô-la dentro das salas de aula, denominá-la-iam de fascista, ou pelo menos de extrema-direita.
Um pouco de patriotismo nunca fez mal a ninguém. Promove a coesão. Mas e quando estamos a ficar sem mar para as pescas? Quando aceitamos que nos retirem cotas de produção agrícola? Quando os nossos infantes têm péssimas classificações nas escolas e ficam atrás do Burkina-Faso nos rankings? Onde é que está a coesão? Onde é que está o brio? Onde é que está o orgulho? E depois diz-se que os americanos são excessivos! Pelo menos são coerentes. Orgulhemo-nos!
Tenho andado ausente... Será só por mais um bocadinho.