fevereiro 29, 2004

100ideias

A festa. Está a chegar! Estão todos convidados. Apareçam!
Saibam tudo aqui.
Lá vos espero!

Publicado por scheeko em 01:00 AM | Comentários (0)

fevereiro 28, 2004

às avessas

Se calhar é só impressão minha, mas parece que este belo pedaço de terra à beira-mar plantado (e quem sabe o próprio mundo) anda às avessas qual camisola mal vestida. Ora não é que tanto tempo antes das eleições autárquicas e presidenciais já há cabeças a puxarem por argumentos para lançar a discussão do assunto. Mas que discussão? E depois com os candidatos que se apresentam... Já agora, para que serve um mandato presidencial de tantos anos se ao fim de dois ou três, independentemente do trabalho que está a ser feito por quem ocupa o cargo ser bom ou mau, já só se pensa em substituí-lo. Mas o pior é que problemas reais que têm de ser resolvidos. Depois queixam-se dos défices de índices de participação cívica na democracia, ou temos que aturar as imberbes exclamações dos monárquicos.

Mas não é só na política que as coisas andam tortas. Os cidadãos também devem estar meio ébrios. Reparem à vossa volta. Hoje todos têm telemóveis com câmaras fotográficas, mas... para quê? Para tirar fotografias à linda menina que veste Mango, Salsa e Mango, mas que come à cavador, serpenteia a faca qual montante de 30 quilos graciosamente suportado e berra por entre dentes, comida e líquidos palavras certamente interessantes se fossem inteligíveis? E já que estamos nos telemóveis, para que precisa uma criança de dez anos dum telemóvel. Para jogar na bolsa? Para os pais não os perderem! Mas que voltas tão grandes é que um tal infante dá que corre o risco de desaparecer do radar parental?

Nas escolas o perigo é dar trabalhos de casa às criancinhas. No carnaval - que é, note-se, no pino do inverno - há que nos despirmos. No trabalho, há que ser pago bem antes sequer de se ter trabalhado.

O Sousa Franco cabeça de lista. A Leonor Beleza. O Guterres. Que mais? O W. Bush a secretário-geral das Nações Unidas?

Publicado por scheeko em 11:31 AM | Comentários (0)

fevereiro 27, 2004

good

Publicado por scheeko em 09:18 PM | Comentários (2)

fevereiro 21, 2004

down

Devido a um maléfico erro, o blog esteve uns dias em baixo.

E agora vai estar uns dias parado... Até ao meu regresso!

Publicado por scheeko em 12:25 AM | Comentários (1)

fevereiro 13, 2004

éle nanométrico

Yep, isto foi o que eu fiz ontem. Um "L". Um "L" muito pequenino. Apesar da parte de baixo não ter ficado muito bem, dá claramente para ver a forma. Tem qualquer coisa como 1 micron de comprimento e 600 nanómetros de largura. De espessura tem à volta de 200 nanómetros. Tudo isto com um microscópio de força atómica. Hurray!

Já agora, para quem não tem presente estas coisas, 1 micron é a milionésima parte do metro (1e-6 m) e um nanómetro é a milionésima parte do milímetro (1e-9 m). Um cabelo pode ter espessuras que variam de 15 a 200 microns - dependendo da cor, tipo, idade, etc.

Talvez abra um negócio de tatuagens capilares nanométricas.

Publicado por scheeko em 03:53 PM | Comentários (3)

fevereiro 12, 2004

suicide

É capaz de não ser muito politicamente correcto dizer isto mas, salvo em dois casos, não tenho respeito nenhum por quem se suicida.

Nem sequer é por razões religiosas ou desse carisma. Simplesmente não consigo compreender os motivos que levam alguém a acabar com a sua própria vida. Acho que por mais desesperado que estivésse, largava tudo e ia para monge budista no nepal ou pastor na patagónia. E o dinheiro para lá chegar? Ia a pé... não é que tivésse pressa.

Os únicos dois casos que compreendo é: loucura completa, ou aquelas pessoas que dizem que chegaram ao fim dos objectivos a que se propuseram. E é só.

Digam-me se estiver a ser muito intransigente. Às vezes esqueço-me de prever algumas situações.

Publicado por scheeko em 12:04 AM | Comentários (6)

fevereiro 06, 2004

a bunch o' stuff

Isto agora vai ser de enchorrada. Muita coisa. Séria e disparatada. Tudo ao molho.

Primeiro quero agradecer, em nome do Ministério do Turismo do Império do Japão, o brilhante serviço que a sra. Sofia Coppolla prestou aos cidadãos do mundo. O Lost in Translation está brilhante. Não por ser grandioso ou majestoso, mas por sermos pequeninos. Não tem sexo. (Ah!... mas, isso é possível?). O filme é chato, porque mostra a vida e a vida é chata. O filme é divertido porque a vida é ridícula. O filme é bestial e grandioso, porque nos faz pequeninos e sózinhos dentro da nossa caixinha que é a vida.

Imaginem que o sr. Gilbert Lewis, inventor (ao que sei) do termo fótão, estava constipada ao ditar à sua secretária a carta em que propôs ao mundo esta designação e (tapem o nariz e digam fótão), a desgraçada senhora, tivésse escrito antes fódão. É claro que a História nunca mais seria a mesma e quase todos os artigos de física seriam um riso descomunal (alguns já são).

Em Lisboa não há nenhuma zona chamada Baixa Chiado. Há a Baixa e há o Chiado! E pronto!

Há quem se arme em pseudo-intelectó-modernista e use muito (e se puder ser em títulos de livros com capas em papel brilhante e com relevos, tanto melhor) a palavra estória, que até dá calafrios, só de escrever. Tínhamos história e História, para quê aquela aberração? Mas porquê? No meu dicionário (sete volumes de 1969 e um suplemento de 1986, da Sociedade de Língua Portuguesa) não está lá nada. Já na Infopédia está isto: história de carácter ficcional ou popular; conto; narração curta (De história, ou do ing. story, «id») . Eu sei que as línguas vivas são dinâmicas, mas isto é uma pura manifestação de mau gosto e pirosismo.

O Diário Digital diz que Portugal é segundo maior consumidor de calmantes da UE. Eu pergunto, quem é que roubou as senhas de racionamento de Valium ao Dias da Cunha.

Tragédias - as tragédias enquanto género dramático são umas farsas. Não que as personagens não morram, mas não é pelas razões que nos fazem querer nas aulas de Português. Elas morrem simplesmente porque ao autor lhe apeteceu chatear-nos. Que pica tinha a história da Helena de Tróia se Páris não morresse? É mais ou menos como o JC. Quem, depois de ouvir a história não ficou chateadissimo com os Judeus e todos os que quiseram soltar Barrabás em vez do próprio Deus?


Eu tinha mais uma data de coisas interessantes para dizer. Mas esqueci-me. Mas eram mesmo importantes.

Publicado por scheeko em 09:45 AM | Comentários (1) | TrackBack

fevereiro 04, 2004

marceneiro

Miguel Marceneiro é um carpinteiro residente no bairro alto. Hoje em dia já não se dedica à sua arte pelo avançado da idade, mas antes a questões filosóficas importantes. Ultimamente tem-se questionado sobre se o Poeta Chiado está bem orientado em cima do seu pedestal numa praça onde tão insignes figuras literárias habitam. É que pode ser devastador para a sua imagem pública, se não estiver bem colocado.

Publicado por scheeko em 11:00 AM | Comentários (0) | TrackBack

fevereiro 03, 2004

funcionário público

Longe vai o tempo em que o funcinário público era uma pessoa reverenciada e respeitada. Longe vai o tempo em que uma carreira de funcionário público não significava apenas uma vida estável e relativamente confortável, mas também um serviço, uma dedicação ao comum. Não faço dos antigos servidores do Estado heróis da causa, mas o sentido de dever, parece-me, que era bastante maior.

E agora? Agora, ser funcionário público é quase motivo de segregação - é sinónimo de pária, parasita e preguiçoso.

Há que acabar com tudo isto. Para bem dos próprios funcionários e para bem de todos nós. Há que perceber que por se servir um empregador que não despede (em princípio!) não é motivo para desleixo, assim como não o é, o facto de se receber menos. Se existem o trabalho e as razões, que se reivindique o que é justo, e não por antiguidade apenas. Há que perceber que servir o Estado é uma contribição para os outros. Há que perceber que quem serve o Estado é contribui para nós todos. Há que perceber que sem um Estado funcional não há país que funcione.

Publicado por scheeko em 12:00 AM | Comentários (2) | TrackBack