Hoje foi dia de escrever uma daquelas cartas a uma daquelas pessoas. Escrevêmo- -las com afinco e dedicação. Pesamos cada palavra, como se de um só erro semântico dependesse o destino do mundo. Remoemos e rolamos com a língua as palavras antes de as fazer sair para o papel. E no fim, depois de tanto trabalho, depois de tanta emoção, pomos a carta no correio, à espera que chegue em condições, à espera que seja lida, à espera que lhe dediquem tanta concentração e emoção na leitura, como quando foi escrita. Mas isso não acontece.
Agora que começo novamente a ter algum tempo livre, vou voltar ao blog. Neste regresso vou apenas revelar a minha interpretação sobre o filme Magnolia que, para mim, foi o melhor filme que vi nos últimos tempos. Ora, cá vai: sempre que ouvia falar no filme (só o vi há pouco tempo), diziam-me que se tratava de um filme sobre coincidências, sobre várias histórias que num qualquer momento confluem todas. Treta.
Para mim é simples e belo: assistimos a uma série de histórias mais ou menos complicadas, sobre vidas de pessoas. Vidas miseráveis, vidas tristes, vidas verdadeiramente más - vidas cuja recuperação, cuja melhoria é impossível, tão impossível como... bah, sei lá... olhem, tão impossível como chover sapos... Mas OH! Vejam! Não é que afinal podem chover sapos?!
É tão simples: afinal há esperança.
É uma boa mensagem.

Devido ao festival NSoP (ver mais infos em www.100ideias.org) o tempo é curto e, portanto, este blog vai andar a meio (ou menos) gás.