Numa breve interrupção de férias, tenho que dizer o seguinte: apesar de não ser única na minha família a morte do meu pai foi aquela que mais me impressionou, mas não é disso que falarei. A seguir a essa houve duas mortes que também me impressionaram muito. Não foram de familiares, nem de conhecidos, mas de pessoas que só ouvira falar delas nas televisões e jornais. Foram Ytzak Rabin e Sérgio Vieira de Mello. Não sei porquê (a de Rabin ocorreu quando eu era ainda bastante jovem), mas senti-as como se fossem de grandes amigos meus, alguém de que precisava muito - eu e o mundo. E é por isso que tenho pena; não dos mortos, que esses não precisam que os chorem, mas pena de um mundo, cujos habitantes não conseguem conservar no seu seio aqueles que verdadeiramente merecem viver.